quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
"madame le président"
"Muito obrigado a Vossa Excelência, mas sempre estou usando a fórmula francesa: ‘madame le président’. Todas as duas são corretas, senadora, gramaticalmente". Respondeu Sarney após ser advertido por Marta Suplicy ao se referi a Dilma por diversas vezes em discurso utilizando o termo presidente.
Na verdade Sarney foi interrompido no meio da sessão, que presidia na tarde desta terça, por Marta que ao microfone educadamente falou: "Pela ordem, senhor presidente. ‘Presidenta da República’".
É o charme do parlamento. E um belo diálogo das excelências em questão! hehe...
Apenas um comentário a mais: deve ser por utilizar sempre a fórmula francesa que o Congresso Nacional é o que é. Até onde sei a corrupção rola solta nas terras francesas. Que o diga o correspondente do blog, o nosso francês Nicolas Drouvot.
Na verdade Sarney foi interrompido no meio da sessão, que presidia na tarde desta terça, por Marta que ao microfone educadamente falou: "Pela ordem, senhor presidente. ‘Presidenta da República’".
É o charme do parlamento. E um belo diálogo das excelências em questão! hehe...
Apenas um comentário a mais: deve ser por utilizar sempre a fórmula francesa que o Congresso Nacional é o que é. Até onde sei a corrupção rola solta nas terras francesas. Que o diga o correspondente do blog, o nosso francês Nicolas Drouvot.
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Berlusconi com a calcinha na cabeça

Por Altamiro Borges
Cerca de mil pessoas realizaram ontem (6) mais um protesto nos arredores da residência "privada" do primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, em Arcore, a 20 quilometros de Milão. Os manifestantes exigiram a renúncia do fascistóide, acusado de corrupção, desvio ilegal de divisas e prostituição - no escândalo envolvendo a garota marroquina Ruby.
Segundo relato do jornal O Globo, "o que começou como um bem-humorado protesto, convocado pelo movimento Popolo Viola (Povo Rosa), acabou em violência. Manifestantes e policiais se enfrentaram quando oficiais à paisana, do batalhão de Choque dos Carabinieri e agentes do serviço secreto impediram a aproximação de grupos dos portões da casa do premier. Pelo menos duas pessoas foram detidas".
Entre os cartazes expostos, alguns apimentados: "O rei está nu e é todo flácido". Outros revelaram o descrédito do primeiro-ministro, que corre o sério risco de ser cassado pelo parlamento. "Você vai ter a condenação penal, já que possui a nossa condenação moral". Apesar do desgaste, Silvio Berlusconi ainda insiste nas suas bravatas contra o Brasil, em decorrência da não extradição do ativista Cesare Battisti. Ele realmente não tem qualquer moral!
domingo, 6 de fevereiro de 2011
Tirrica e Sarney
De Luis Fernando Veríssimo
Richard Nixon certa vez defendeu sua nomeação de um juiz reconhecidamente inadequado para a Corte Suprema americana com o argumento de que a mediocridade também precisava estar representada no tribunal.
Perfeito. Todos os tipos de cidadãos devem ser representados numa democracia. Nesse sentido o recém-empossado Congresso brasileiro talvez seja o mais representativo da nossa história. Além dos medíocres, muitos outros brasileiros têm voz, ou pelo menos presença de terças a quintas, no Congresso.
Alguns setores são até super-representados, como o dos grandes proprietários rurais e o dos milionários. Apesar destes pertencerem à menor minoria no país, têm uma bancada bem maior que a da maioria pobre.
Mas, em geral, todos os eleitores brasileiros, todos os tipos e todas as características nacionais têm representação em Brasília. Não lamente o novo Congresso, portanto. Eles são nós.
Tomemos o Tiririca e o Sarney. Os dois seriam exemplos, respectivamente, de desvirtuamento do processo eleitoral e de aviltamento dos costumes políticos, uma vergonha. Ou duas vergonhas.
Tiririca um inocente transformado em legislador por uma galhofa, Sarney eternizando-se no comando do Senado pelo seu poder de manobra e de conchavo, um cordeiro e uma raposa representando os extremos da nossa desilusão com a fauna parlamentar.
Mas Tiririca não representa apenas os palhaços do Brasil. A galhofa que o elegeu é uma manifestação política, ou antipolítica, que tem história no país e ou representa os que não sabem nada de nada e não querem saber, ou os que sabem tanto que votam em palhaços e rinocerontes para protestar. De qualquer forma, os simples e os enojados também têm sua bancada.
E existe algo mais brasileiro, folclórico e até enternecedor do que Sarney e seu amor pela mesa diretora?
Falar mal do Sarney é um pouco como falar mal de um velho tio excêntrico, mas cujas peripécias divertem a família. Tudo se perdoa e tudo se aceita com a frase "Que figura...". O indestrutível Sarney representa a persistência do gosto nacional por "figuras".
Mas há um caso flagrante de sub-representação no Congresso, além dos sem terras e dos pobres. Quando o senador Paim olha em volta do Senado não vê nenhum outro negro como ele a não ser um eventual garçom servindo o cafezinho. Nada é perfeito.
Richard Nixon certa vez defendeu sua nomeação de um juiz reconhecidamente inadequado para a Corte Suprema americana com o argumento de que a mediocridade também precisava estar representada no tribunal.
Perfeito. Todos os tipos de cidadãos devem ser representados numa democracia. Nesse sentido o recém-empossado Congresso brasileiro talvez seja o mais representativo da nossa história. Além dos medíocres, muitos outros brasileiros têm voz, ou pelo menos presença de terças a quintas, no Congresso.
Alguns setores são até super-representados, como o dos grandes proprietários rurais e o dos milionários. Apesar destes pertencerem à menor minoria no país, têm uma bancada bem maior que a da maioria pobre.
Mas, em geral, todos os eleitores brasileiros, todos os tipos e todas as características nacionais têm representação em Brasília. Não lamente o novo Congresso, portanto. Eles são nós.
Tomemos o Tiririca e o Sarney. Os dois seriam exemplos, respectivamente, de desvirtuamento do processo eleitoral e de aviltamento dos costumes políticos, uma vergonha. Ou duas vergonhas.
Tiririca um inocente transformado em legislador por uma galhofa, Sarney eternizando-se no comando do Senado pelo seu poder de manobra e de conchavo, um cordeiro e uma raposa representando os extremos da nossa desilusão com a fauna parlamentar.
Mas Tiririca não representa apenas os palhaços do Brasil. A galhofa que o elegeu é uma manifestação política, ou antipolítica, que tem história no país e ou representa os que não sabem nada de nada e não querem saber, ou os que sabem tanto que votam em palhaços e rinocerontes para protestar. De qualquer forma, os simples e os enojados também têm sua bancada.
E existe algo mais brasileiro, folclórico e até enternecedor do que Sarney e seu amor pela mesa diretora?
Falar mal do Sarney é um pouco como falar mal de um velho tio excêntrico, mas cujas peripécias divertem a família. Tudo se perdoa e tudo se aceita com a frase "Que figura...". O indestrutível Sarney representa a persistência do gosto nacional por "figuras".
Mas há um caso flagrante de sub-representação no Congresso, além dos sem terras e dos pobres. Quando o senador Paim olha em volta do Senado não vê nenhum outro negro como ele a não ser um eventual garçom servindo o cafezinho. Nada é perfeito.
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Hugo Chávez: se impondrá la soberanía del Pueblo egipcio

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, manifestou na noite desta terça-feira a sua solidariedade com a luta do povo egípcio por sua auto-determinação diante o governo de Hosni Mubarak, e os interesses dos EUA no Oriente Médio
“Quiero decirlo por la Red: a pesar de los intereses imperiales, se impondrá la soberanía del Pueblo Egipcio! Viva Nasser!”Escreveu Chávez por sua conta @chavezcandanga no Twitter.
Com esta mensagem, Chávez lembrou a memória do pai do nacionalismo árabe no Egito, Gamal Abdel Nasser, militar e estadista que governou o Egito de 1956-1970 e que foi um lutador pela soberania dos países árabes contra a influência imperial britânico e americano dentro do bloco de países não-alinhados.
Um de seus marcos principais foi a nacionalização do Canal de Suez em 1956 ea construção da barragem de Assuán, que libertou os camponeses da fantasia egípcio as inundações do Rio Nilo para irrigar suas lavouras.
Venezuela apóia a luta popular
O governo venezuelano através de seu ministério das Relações Exteriores e o presidente Hugo Chávez tem apoiado desde o início as manifestações da Tunísia e povo egípcio, e protestou contra os EUA e seu papel intervencionista no conflito.
Neste domingo, o presidente venezuelano criticou a postura do governo Obama sobre a crise egípcia dizendo que “Ya se ven declaraciones en Washington y algunos países de Europa, como me dijo el presidente (libio Muamar) Gadafi es bochornoso y da como asco ver la intromisión de Estados Unidos, queriendo tomar el control”.
Mais tarde, ele acrescentou: "Fíjate como Estados Unidos después que utilizó durante años a equis presidente apenas entró en crisis lo abandonaron. Así paga el diablo. No le dieron ni visa ni nada al presidente de Túnez". Chávez se referiu à fuga do presidente da Tunísia Zine El Abidine Ben Ali, em meados de janeiro.
Retirado da TELESUR
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
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