quarta-feira, 28 de julho de 2010

Elogio da dialética

Bertold Brecht

A injustiça passeia pelas ruas com passos seguros.
Os dominadores se estabelecem por dez mil anos.
Só a força os garante.
Tudo ficará como está.
Nenhuma voz se levanta além da voz dos dominadores.
No mercado da exploração se diz em voz alta:
Agora acaba de começar:
E entre os oprimidos muitos dizem:
Não se realizará jamais o que queremos!
O que ainda vive não diga: jamais!
O seguro não é seguro. Como está não ficará.
Quando os dominadores falarem
Falarão também os dominados.
Quem se atreve a dizer: jamais?
De quem depende a continuação desse domínio?
De quem depende a sua destruição?
Igualmente de nós.
Os caídos que se levantem!
Os que estão perdidos que lutem!
Quem reconhece a situação como pode calar-se?
Os vencidos de agora serão os vencedores de amanhã.
E o "hoje" nascerá do "jamais".

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Charges na Rua

Mensaje de Fidel

A los combatientes revolucionarios de Artemisa y de toda Cuba

Queridos compañeros:

El próximo lunes, 26 de julio, se cumplirán 57 años de lucha sin tregua por la independencia de nuestra Patria.

Unos pocos tenemos el privilegio de vivir. En mi caso personal, agradezco a los combatientes de Artemisa que entraron y me rescataron cuando estaba en las proximidades de la entrada, tratando de impedir que una ametralladora disparara contra los combatientes a los que había ordenado retirarse.

Nuestro pensamiento revolucionario partió de la idea martiana de que: "¡Patria es humanidad!", y este no ha cesado de evolucionar.

El simple hecho de haber sostenido esa lucha durante tanto tiempo, constituye una prueba de lo que puede lograr un pequeño país frente al gigantesco poder del imperio.

Un año como el actual, en que nos aproximamos cada día más a dramáticos acontecimientos, me siento obligado a recordar a los valerosos compañeros encerrados en las prisiones de alta seguridad de Estados Unidos.

Es grotesco el odio que despiertan a los que manejan ese imperio, incapaz de comprender a cuán altos sitiales los elevan.

Ellos, lo mismo que nuestros representantes diplomáticos en ese país y en muchos otros de similar peligro, se mantienen en los puestos que el deber les asigna, imperturbables ante grandes riesgos de los cuales están muy conscientes.

Las noticias que se publican cada día, van confirmando nuestras apreciaciones acerca de la gravedad de los peligros que se ciernen sobre la humanidad.

Nada puede, sin embargo, arrebatar el derecho a disfrutar el día de gloria y felicidad que significa para nuestro pueblo el 26 de Julio.

Nadie nos puede, tampoco, privar del derecho a soñar que aún es posible que nuestra especie sobreviva a las difíciles pruebas que nos esperan en un futuro muy próximo.

¡Los felicito con alegría y la dignidad que nos han legado nuestros antepasados a lo largo de casi dos siglos de lucha!

Fidel Castro Ruz
24 de julho de 2010

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Por Quinho

As FARC e a luta pela liberdade na Colômbia

Por Humberto Lima, direto do correia de transmissão

Imagine que no Brasil, no início dos anos 1980, os ex-presos e exilados políticos começassem a ser assassinados.

Imagine que Brizola, Arraes e Prestes, logo após regressarem do exílio, fossem mortos.

Também os fundadores do PT, Lula, Frei Betto, tivessem o mesmo destino. Junto com eles os principais filiados do MDB.

Que os militantes dos partidos comunistas PCR, MR8, PCB, PCdoB, PCBR conseguissem a liberdade de opinião apenas no papel mas que na prática continuassem sendo caçados por esquadrões de extermínio.

Se esse horrível cenário houvesse existido, o que teria acontecido com o Brasil?

Impossível responder essa questão, mas podemos ter uma boa idéia olhando para o que acontece com a Colômbia hoje.

Porque na Colômbia foi exatamente isso que a direita fez. Em 1985, as FARC propuseram suspender a luta armada, disputar as eleições e criar um partido legalizado, o Partido da União Patriótica (UP).

Em 1986, a UP elegeu 5 senadores, 14 deputados, 23 prefeitos e 351 vereadores. Além disso, o candidato a presidente, Jaime Pardo Leal, ficou em terceiro lugar com 4,6% dos votos, a maior votação de um candidato da esquerda revolucionária colombiana.

O que aconteceu depois?

Os militantes da UP começaram a ser perseguidos e assassinados pelo exército e por grupos paramilitares de direita. Dos eleitos, foram mortos 70 vereadores, 11 prefeitos e 13 deputados. Pardo Leal também foi morto.

Ao todo, entre 3 e 6 mil militantes e simpatizantes da UP foram assassinados. Outros milhares tiveram que partir para o exílio.

Em 1988, na cidade de Segóvia, 40 militantes da UP foram executados em praça pública por paramilitares com a conivência da polícia.

Em 1994, a UP perdeu seu último membro no parlamento quando o senador Manuel Cepeda Vargas foi assassinado.

Portanto, na Colômbia não há democracia.

O país vive em uma ditadura chefiada pela narcoburocracia que tomou conta do Estado. São inúmeras as ligações entre o governo e o tráfico. Inclusive com o próprio Álvaro Uribe.

O PIG e os países capitalistas fazem vistas grossas a esses crimes porque o governo colombiano é totalmente submisso aos interesses dos Estados Unidos, aceitando até a instalação de 7 bases norte-americanas em seu território.

As FARC e os demais comunistas colombianos são obrigados a recorrer às armas pois, diante da repressão política, essa é a única maneira de defender os interesses do povo.

O prolongamento da guerra civil na Colômbia é do interesse dos EUA e da narcoburocracia porque assim podem mascarar seu verdadeiro objetivo de rebaixar o país a uma mera colônia norte-americana.

Em 2008, o comandante Raul Reyes, assassinado numa operação ilegal em território equatoriano, declarou:

"Na Colômbia, como em outros países do continente, não deveria ser necessária a luta armada se houvesse outras condições. Mas por aqui já assassinaram e continuam assassinando a oposição revolucionária."

Para que haja paz na Colômbia é preciso que se reconheça a guerrilha como força beligerante nos termos da Convenção de Genebra, garanta a liberdade de opinião e de atuação política para todos os cidadãos e puna os assassinos e torturadores dos militantes da UP e das demais organizações populares.

Classificar as FARC como terroristas é fazer o jogo do imperialismo e impedir a paz na Colômbia. Não é à toa, portanto, que o candidato da direita, José Serra, faz questão de acusar as FARC como antes já havia acusado Evo Morales.

O PIG já percebeu isso e tenta transformar a ignorância de Índio da Costa em "mais um problema" para a campanha de Dilma.

Entretanto, o tiro pode sair pela culatra. Ao chamar atenção à situação do país vizinho, os reacionários podem ter criado, sem querer, o espaço propício para que seja desmascarada a farsa que é a atual "democracia" colombiana.

Charges na Rua

Charge - Amarildo