domingo, 31 de julho de 2011

sexta-feira, 29 de julho de 2011

A Delicadeza do Amor

De Aziel Lima

Ser delicado é possuir alma de criança,

É acreditar...

É se emocionar ao ouvir o marulho do mar

É conversar com as paredes...

É sentir a pureza de uma rosa,

e se envolver no seu perfume...

É ouvir o cantar dos pássaros e

se transportar ao sonho...

É admirar a liberdade das borboletas,

seu colorido e a suavidade de seu toque nas flores...

É ouvir o sussurrar do vento

falando de amor aos seus ouvidos

É perceber na musicalidade da chuva,

o sentido da vida...

É ver a tempestade, seus raios, trovões e vendavais,

impondo limites a humanidade...

É entender que as nuvens negras passam,

E logo ao amanhecer,

nasce o sol com seus raios multicoloridos

nos mostrando....

que vale a pena viver

E sentir o sol transcender o corpo e iluminar a alma..

É olhar uma estrela, e ver o seu brilho,

nos olhos do ser amado

Ser delicado, é sentir a ternura e o sentido de amar...

NAS GRADES!

Foi preso no dia de ontem este que ai está nessa foto. Dispenso qualquer palavra nojenta para o qualificar. Preso por ter cometido uma série de crimes sexuais no Geisel.

E eis que o mesmo não atuava apenas no Geisel. Quem acompanha o verbalirando deve se lembrar do caso que aconteceu com a jornalista Renata Escarião que relatou o fato no seu blog e que reproduzi por aqui na época na data exata do dia 25 de agosto do ano passado.

Vai aqui novamente o seu relato. No mais na esperança de que esse "ser" passe um bom tempo atrás das grades, quiçá nunca mais volte ao mundo da liberdade.

E se ele tivesse apertado o gatilho? E se ele tivesse me violentado?


Por Renata Escarião

No ouvido ficaram as ameaças, no corpo aquela sensação das mãos imundas, na nuca a gélida dureza do cano da arma.

Ele está na minha janela? Vai estar mais uma vez na próxima esquina que eu cruzar? Ninguém me garante que não.

O que mais me apavora e indigna é saber que a arma lhe dava tanto poder. Que ali mesmo ele poderia ter acabado com a minha vida. Como pode alguém decidir sobre o direito de viver do outro? Sobre o direito de seguir sem assédio ou trauma?

Voltava tranquilamente para casa quando um homem de boa aparência e sotaque paulista me parou para pedir uma informação. Estava ao celular parado na calçada por onde eu passava. Quis saber o nome da rua e alongou a conversa perguntando onde poderia adquirir créditos para o celular. Parecia ser de fora e estar perdido a procura de um endereço.

Atenciosa como seria qualquer uma que não imagina o mal que a aguarda, dei todas as explicações. Mas estranhei tanta insistência. Antes que me virasse e fosse embora, o susto. Educadamente o homem sacou a arma, disse que era um assalto e que atirava se eu reagisse.

Invonlutariamente, fastei para trás, mas logo dei um passo de volta a frente diante das ameaças com tom de gentileza para que ninguém percebesse o ocorrido.

Ordenou que eu chegasse perto como se estivesse com ele. Me abraçou, pôs a arma na minha nuca e me beijou incessantemente os cabelos para que pensassem que éramos um casal. Procurei com apenas uma mão a carteira dentro da mochila enquanto ele se aproveitava e enfiava a mão no meu decote. Abri a carteira, mostrei que só tinha R$ 10 e ele disse que eu podia guardar. Não quis o dinheiro.

Pediu o celular enquanto escorregava as mãos pelas minhas costas e bunda. Entreguei. Olhou, analisou e disse que não queria.

- Você é casada ou solteira? Perguntou.

- Onde você mora? É aqui perto?

Gelei. Emudeci. Ele não queria dinheiro, não queria celular, queria a maldade que eu sentia com nojo daquelas mãos.

Nada respondi. Senti trêmula suas mãos insistirem no meu corpo. O cano da arma roçar os fios de cabelo no meu pescoço. Achei que fosse morrer. Achei que ele poderia fazer o que quisesse comigo….me violentar, me matar….ele tinha todo o poder.

Nem respirei.

Caladinha, caladinha…….

E ele beijou minha testa e disse:

- Vá com Deus.

Passou a mão na minha bunda. Disse que me mataria se eu olhasse para trás. Que atiraria….

- Caladinha, caladinha !……susurrou

Não me atrevi a olhar pra trás. Dobrei a esquina, entrei na primeira casa cuja porta estava aberta e pedi ajuda.

Com ajuda de desconhecidos cheguei em casa. Liguei pra polícia, pra uns amigos e descobri que se tratava do mesmo homem que há menos de uma semana roubou o carro de uma moça, a levou com ele, ordenou que tirasse a roupa…..mas ela felizmente conseguiu fugir.

Recebi a visita dos policiais. Contei tudo. Disseram que fizeram rondas mas “o meliante evadiu-se do local”.

Foi seu moço, “evadiu-se”, e levou com ele minha noção de liberdade.

Com quantas não será que fez a mesma coisa ou pior? Fiquem alertas meninas. E denunciem.

Senti no olhar das tais autoridades a apatia diante da não novidade. O ar de: não foi nada demais.

Foi senhores, foi sim. Porque um passo em falso e eu poderia ter ficado lá mesmo, naquela esquina. Porque eu tive meu corpo violado. Minha noção de segurança e liberdade destruídos.

Porque eu tenho o direito de andar livremente sem que minha condição de sexo feminino seja uma fragilidade, sem que eu veja um bandido agir muito a vontade em uma rua movimentada às 20h30 da noite.

Me apavora pensar no que ele poderia ter feito. Me alivia saber que alguma força divina intercedeu, só pode, porque não entendo até agora porque ele me deixou ir.

E num país onde a banalização da violência é generalizada, me pego exausta na busca de um instante de sono tentando me convencer que não foi nada demais.

Diz isso pras palavras e imagens que continuam ecoando na minha cabeça.

Na mesma noite uma empresária foi morta ao reagir a um assalto no Bessa.

Podia ter sido meu destino também.

E o que mais apavora é saber que ainda pode ser.

O meu e o de qualquer um de nós.

Filho da puta.


AJUDEM A DIVULGAR A INFORMAÇÃO PARA QUE ELE NÃO FAÇA OUTRAS VÍTIMAS!


CUIDADO MENINAS! NEM TUDO É O QUE PARECE!


EU TIVE SORTE, MAS QUANTAS TERÃO?

quinta-feira, 28 de julho de 2011

terça-feira, 26 de julho de 2011

A Paraíba tem história, e como tem!!

No dia de hoje foi lembrado em nosso estado a morte de João Pessoa ocorrida no ano de 1930, fato que serviu de estopim para o golpe de estado que levava Getúlio Vargas ao poder sendo lembrado o momento como "Revolução de 30".

A morte de João Pessoa não apenas serviu para o estopim do golpe como serviu para que o nome da capital paraibana, chamada até então de Pharaiba do Norte, levasse o nome de João Pessoa e a bandeira do estado mudar para as cores do vermelho lembrando a morte de João Pessoa e o preto em alusão ao luto, ainda contendo a palavra "Nego" lembrando o fato de João Pessoa ter negado apoio a chapa situacionista para a presidência da república.

Lembro este fato obviamente para lembrar a data, independente do mérito, que alguns tem levantado, sobre a justiça de nossa capital levar o nome de um político há tanto tempo.

Na verdade, em matéria divulgada no dia de hoje por uma emissora de tv fica claro que a memória dos paraibanos anda apagada. E olhe que estamos falando do nome que leva a nossa capital.

Quantos e quantos outros fatos políticos andam esquecidos na memória do nosso povo? Talvez seja por isso que se explique que tanta gente podre ainda sobreviva na política às custas da exploração dessa carência de memória popular.

Para ser mais claro, quantas e quantas famílias em nosso estado com um passado marcado de sangue continuam dominando economica e politicamente o nosso estado? Ou não foi isso que vimos nas eleições do ano passado? Filhos, netos, parentes de famílias com um passado sujo mas que, infelizmente, anda longe do conhecimento da imensa maioria da população.

Afinal, o que vemos em nossos livros de história em nossas escolas? Sem precisar ir tão longe, quem conhece a história de "Nêgo Fuba" e "Pedro Fazendeiro" ou ainda a nossa "Margarida Maria Alves". Os mandantes dos crimes onde andam? quem são afinal? Quem sabe estão mais próximos do que pensamos mas, novamente não sabemos, nunca nos contaram.

Muita história a ser contada com certeza. Amanhã por exemplo, fazem 58 anos que um grande líder político morria na cama de um hospital em Campina após atentado em plena luz do dia numa avenida bastante movimentada daquela cidade. Mas quem conhece a história de Félix Araújo? Ou ainda de João Santa Cruz, o advogado do povo, que em 47 teve uma votação espetacular sendo eleito para Assembléia Legislativa.

A nosso história é uma história de resistência, que vem dos bravos índios que habitavam essas terras naqueles anos de 1500, passa pelo quebra-quilos da época do Império, salta a resitência não muito distante de políticos, estudantes, profissionais liberais que resistiram sem titubear a famigerada Ditadura Militar dos anos 60 e chega aos dias atuais, por que não, dos movimentos sociais contra o aumento das passagens, em defesa da educação, da moradia, enfim.

Vai aqui apenas um desabafo e um pedido para quem quiser, junto com este que vos escreve, contribuir em recontar fatos que fazem parte da nossa história mas que no entanto anda esquecida, propositadamente, por quem quer ver tudo na mais tranquila "paz".

Além do desabafo um compromisso de tentar aos poucos com auxílio apenas do que tenho (relatos de antigos, matérias de jornal, não mais do que isso) contar essa história que anda esquecida por ai.

Sarkozy bêbado no G8

Essa eu recebo do nosso correspondente na França, Nicolas Drouvot.

Vídeo de Sarkozy discursando bêbado durante reunião do G8. É só acessar este link: Vodka 1 X 0 Sarkozy.

E ainda falam de Lula! hehe

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Governo abre Arquivo Nacional a familiares de desaparecidos

25/7/2011 13:38, Por José Dirceu

Merece o nosso aplauso a permissão dada pelo ministro José Eduardo Martins Cardozo (Justiça) de acesso irrestrito a toda documentação do período militar para um grupo composto por 12 familiares de mortos e desaparecidos políticos. Os documentos encontram-se hoje no Arquivo Nacional.

Com a medida, centenas de milhares de papéis começarão a ser analisados pelo grupo. O Arquivo Nacional abriga hoje os registros do Sistema Nacional de Informação e Contra informação (Sisni) que coordenava a repressão durante a ditadura. O grupo de trabalho se debruçará sobre a documentação e dará subsídios à Comissão da Verdade, a ser instalada brevemente.

“Não se trata de um grupo de privilegiados que caiu do céu, mas de pessoas com credenciais para realizar esta pesquisa”, conta Ivan Seixas, ex-preso político e um dos membros do grupo que terá acesso à documentação. Segundo ele, há anos essas pessoas buscam sistematicamente informações sobre os mortos e desaparecidos políticos no Brasil. Seus membros participaram da luta pela abertura da Vala do Cemitério de Perus, assim como pela abertura dos arquivos estaduais do Rio e de São Paulo durante o governo Collor, dentre outras.

Segundo o ex-preso político, o trabalho realizado com a documentação do Departamento de Ordem Política e Social (DOPS) do Rio e de São Paulo e a abertura dos arquivos do Instituto Médico Legal (IML) desses estados forneceram informações que se provaram importantes na localização dos corpos de presos políticos.

Para Seixas, a decisão de abrir os arquivos para representantes da sociedade civil demonstra a coragem e o compromisso do ministro Cardoso e da presidenta Dilma. Segundo ele, o acesso irrestrito é fundamental para a investigação e novas localizações de corpos de mortos e desaparecidos políticos. O grupo aguarda, ainda, a abertura dos arquivos militares.